
“Camila, me ajuda!
Peguei o marido da minha mãe conversando com outra mulher num bar! Ele me disse que não era nada demais, mas parecia que eles eram muito mais do que amigos. Minha mãe está grávida e tenho medo de falar alguma coisa, mas acho que não devo ficar quieta! E agora?
Eu sou da seguinte opinião: cada um com o seu. O problema da sua mãe e do marido é exclusivamente dos dois. Se a mulher era apenas uma amiga ou não, isso não diz respeito a você. Sua mãe já é bem grandinha para saber com quem se envolve e em que deve confiar, você não acha? Se ela escolheu um canalha para marido, infelizmente, será ela a única responsável por arcar com as consequências.
Mas nós duas sabemos que não é assim que as coisas acontecem, certo? Nós queremos sempre proteger as pessoas que amamos, e acabamos agindo por impulso, sem pensar em como isso pode afetá-las. Nesse caso, além da sua mãe, você ainda tem seu meio-irmão para proteger. Querendo ou não, sua mãe está num momento muito delicado, e qualquer acontecimento um pouco mais estressante pode impactar a saúde dela e do bebê. Além disso, quem é que quer ver a mãe feita de trouxa, né?
O que eu faria é: colocaria seu padrasto na parede e faria ele abrir o jogo para sua mãe. Se for só uma amiga, por quê não contar a ela? Por quê não apresentar a tal amiguinha a sua mãe? Só avalie se vale a pena fazer isso agora, ok? Se o cara estiver mesmo aprontando, talvez fique um tempo na dele, depois de ter sido flagrado. Mas é como dizem: “Quem não deve, não teme”. Ahh como eu adoro ditados populares! Sempre dizendo as maiores verdades da humanidade.
Boa sorte com seu probleminha!
Beijos, Camila

Quer levar um “tapa na cara” da mulher mais sincera da rede? Então mande sua pergunta para contato@tadezuera.com. Aproveite e siga no Twitter e acompanhe mais textos no blog.

“Camila!
Essa semana descobri que meu marido já fez sexo com o melhor amigo dele! Eles são amigos de infância, e na adolescência aconteceu. Ele me disse que nada mais aconteceu depois, só que eles vivem viajando juntos, jogam futebol toda semana juntos, fazem tudo juntos! Não sei o que fazer!”
Olá querida”
Não quero ser grosseira ou acabar com a sua auto-estima, mas vamos combinar que esse papo de aconteceu é pura conversa pra boi (ou corno) dormir. A verdade é que a coisa só rola quando as duas pessoas já têm um certo desejo enrustido, uma atração adormecida. Quero dizer, se um não quer, dois não transam. A não ser em casos de estupro, o que não parece ser a situação do seu marido e do tal do best friend forever. E se for, querida, leve seu marido ao psicólogo: ele sofre da síndrome de Estocolmo.
Vamos pensar comigo: se um dia o seu marido resolvesse sair para tomar uma no bar como uma colega, gostosona ou não, que ele já tenha tido um caso, uma transa ou, sei lá, já tenha dado uns beijinhos, você gostaria disso? Não podemos negar que existem mulheres em mundo paralelo que não daria a mínima para isso, mas vamos ser realistas aqui, 99,9% das meninas que eu conheço tornariam-se assassinas cruéis. Mentalmente, claro. Bom, na minha cabecinha neurótica, colocar um homem no lugar da amiga não muda nada. Eu ainda acabaria com um machado na mão. Mentalmente.
Mas, repito: isso é coisa da minha cabecinha neurótica. O que importa aqui é o quanto você se importa. Não sei qual é o nível de intimidade e cumplicidade de vocês dois, ou quão agradável é a sua vida de casada. O que eu penso, querida, é que se tudo estiver bem não há nada o que fazer. Para quê inferno complicar? Dê um voto de confiança ao seu maridão. Se ele te contou, é porque acreditou que você estaria ok com isso. Talvez tenha sido apenas um caso. Talvez eles morram de vergonha de falar sobre isso hoje em dia. Talvez eles ainda tenham alguma coisinha. Mas e daí? Ele não escolheu você como mulher por acaso, dê uma chance a isso.
Boa sorte!
Beijos,
Camila

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“Camila!
Essa semana descobri que meu marido já fez sexo com o melhor amigo dele! Eles são amigos de infância, e na adolescência aconteceu. Ele me disse que nada mais aconteceu depois, só que eles vivem viajando juntos, jogam futebol toda semana juntos, fazem tudo juntos! Não sei o que fazer!”
Olá querida”
Não quero ser grosseira ou acabar com a sua auto-estima, mas vamos combinar que esse papo de aconteceu é pura conversa pra boi (ou corno) dormir. A verdade é que a coisa só rola quando as duas pessoas já têm um certo desejo enrustido, uma atração adormecida. Quero dizer, se um não quer, dois não transam. A não ser em casos de estupro, o que não parece ser a situação do seu marido e do tal do best friend forever. E se for, querida, leve seu marido ao psicólogo: ele sofre da síndrome de Estocolmo.
Vamos pensar comigo: se um dia o seu marido resolvesse sair para tomar uma no bar como uma colega, gostosona ou não, que ele já tenha tido um caso, uma transa ou, sei lá, já tenha dado uns beijinhos, você gostaria disso? Não podemos negar que existem mulheres em mundo paralelo que não daria a mínima para isso, mas vamos ser realistas aqui, 99,9% das meninas que eu conheço tornariam-se assassinas cruéis. Mentalmente, claro. Bom, na minha cabecinha neurótica, colocar um homem no lugar da amiga não muda nada. Eu ainda acabaria com um machado na mão. Mentalmente.
Mas, repito: isso é coisa da minha cabecinha neurótica. O que importa aqui é o quanto você se importa. Não sei qual é o nível de intimidade e cumplicidade de vocês dois, ou quão agradável é a sua vida de casada. O que eu penso, querida, é que se tudo estiver bem não há nada o que fazer. Para quê inferno complicar? Dê um voto de confiança ao seu maridão. Se ele te contou, é porque acreditou que você estaria ok com isso. Talvez tenha sido apenas um caso. Talvez eles morram de vergonha de falar sobre isso hoje em dia. Talvez eles ainda tenham alguma coisinha. Mas e daí? Ele não escolheu você como mulher por acaso, dê uma chance a isso.
Boa sorte!
Beijos,
Camila

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“Camila, me ajuda, estou muito confusa. Tem uma menina na minha sala na faculdade que está dando muito em cima de mim. Ela já chegou a se declarar pra mim no msn, disse que me acha linda e que morre de vontade de me beijar. Eu nunca fiquei com uma menina, mas a acho muito bonita, e o pior, eu me sinto atraída quando ela diz que gosta de mim. Acho que estou afim de beijar ela!! Sou lésbica por isso?? Me ajuda!!
J – Araraquara, SP”
Querida J,
Eu lá vou saber se você é lésbica?! Me desculpa, querida, mas eu não posso vir aqui e escrever um texto sobre como meninas que beijam meninas na balada são super lésbicas e caras que se excitam ao ver o pênis do outro cara no vestiário são tão gays. Não posso dizer o que você é ou deixa de ser. Ninguém pode. Quisera eu que isso fosse possível! Eu estaria agora mesmo gastando a grana da terapia em sapatos ou roupas ou naquele livro massa que eu to seca para ler. Mas, infelizmente, meu bem, a gente só descobre o que é procurando
Então: procure. Esse é o único conselho que eu posso dar a você. Se você tá afim de beijar a menina, beija. Como diz Oscar Wild “A única maneira de nos livrarmos da tentação é ceder-lhe”. Agora, se isso vai te fazer mais ou menos hétero, quem sabe, não é mesmo? Sou do time da lei da atração. Sem essa de opção sexual. A sua opção é individual. Vê? Você não opta ser gay ou não, você opta ficar com pessoa n, sendo n = pessoa que te atrai, ou não. O que pode acontecer é você descobrir que mulheres te atraem muito mais que homens.
E se isso acontecer, qual o problema? Conheço sapatinhas lindas e meigas, super amigas, pessoas que eu adoro. Não há nada de errado em ser isso ou ser aquilo, desde que esteja certo para você. Querida, aproveite essa atração gostosa que está rolando entre vocês e vá lá descobrir o que você é. Ou o que você não é. Sei lá, cara, vai lá descobrir se rola a química, física, pegada, e desapega dessas definições toscas.
Beijos,
Camila!

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“Olá Camila, boa noite!! Você pode me ajudar, pelo amor de Deus ??!! Há uns dois meses atrás eu conheci pela internet uma menina linda. Comecei a sair com ela e descobri que além de linda, ela é meiga, carinhosa, enfim, ela é maravilhosa e eu adoro sair com ela, ela me trata super bem e estava tudo as mil maravilhas, até semana passada, quando ela disse que precisava ter uma conversa séria comigo. Foi aí que ela me lançou a bomba: ela tem uma filha de 4 anos !! E agora, o que eu faço?? Eu devo continuar saindo com ela, mesmo ela tendo uma filha?? Eu gosto muito de sair com ela, mas não quero me envolver dessa maneira. Me ajude!!!!
Natanael – Guarulhos
Natanael, querido,
Não sou eu quem decide se você deve largar a menina que você sai há dois meses e está irreversivelmente apaixonado ou se você tem que enfiar a cara nesse presente de grego gigante e se lambuzar (vamos combinar que não há maneira de sair limpo dessa). Eu acredito que essa coisa de “o que importa é (preencha com algo clichê)” é um lance bem pessoal. Tem gente que acha que o importa é ser feliz, tem gente que acha que é grana, tem gente que tem pra si que o importante mesmo é não arranjar problema para cabeça. E aí, o que importa para você? Não sou eu que vou te fornecer a resposta, sinto muitíssimo.
Se você é do tipo que sente, vai com tudo que é tua, Taffarel, e agarra essa bola lançada no meio do gol que muito goleiro abaixaria para não pegar. Afinal, tudo bem ser o tipo de cara que pensa com o coração, só para variar. Se você for desses, agradeça aos céus por essa oportunidade linda de provar que o amor vence, contos de fada existem, finais felizes não existem apenas em comédias românticas babacas de Hollywood e quão bonito é o sacrifício pelo próximo. Sei lá, sabe, se eu fosse uma personagem de Sidney Sheldon, eu também adoraria namorar um cara com uma filha e sacrificar toda a minha juventude para ajudar a criar a bichinha.
Mas eu não sou. Você não é. E bem, 99,9% da população mundial, de acordo com os meus cálculos e conhecimentos limitados desse planetinha azul-cinzento, não são personagens sofredores vindos da cabeça do lindo do Sidney. Portanto, querido Natanael, vamos à realidade podre, suja e nojenta de nossas vidas: quem quer criar filho de outro? Não to dizendo que você vai namorar essa menina, casar e ser o novo pai da princesinha da mamãe, mas para quê inferno então continuar saindo com a mãe solteira gata? Para se envolver mais? Para conhecer a pequenininha e descobrir que ela é uma fofa, para, duas semanas depois, estar participando de reuniões escolares e comprar o leite?
Repito: não sou eu quem decide se você deve largar a menina que você sai há dois meses e está irreversivelmente apaixonado ou se você tem que enfiar a cara nesse presente de grego gigante e se lambuzar. Não sou eu, meu bem, é seu coraçãozinho meloso ou sua cabeça minimamente racional (lembrando que não há nada de errado em escolher pensar com o coração). Se tem algum conselho válido que eu possa te dar aqui é: só não esquece que t-u-d-o nessa nossa vidinha tem consequência. E você terá que arcar com todas elas. Sozinho.
Bom, querido Natanael, espero não ter piorado sua situação.
Beijos, e boa sorte!
Camila

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